Como surgiu a tv corporativa no Brasil?

Ao final do século XIX e início do século XX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, surgiu a necessidade de transmitir informações a funcionários e identificar rendimento de trabalhadores do campo aos grandes empresários. Houve então uma evolução na comunicação institucional: surgiu o Jornal de Empresa, tendo como finalidade a comunicação empresarial e divulgação de imagem corporativa.

No Brasil o Jornal de Empresa foi utilizado somente em 1926. Ressaltando que as imagens estavam sempre presentes em tais iniciativas, com o trabalho de fotógrafos atribuindo à fotografia e aos recursos audiovisuais importantes meios de comunicação em diferentes situações, fosse na comunicação institucional ou administrativa.

Em 1967 foi criada a Associação Brasileira de Editores de Revistas e Jornais de Empresas, posteriormente chamada de “Associação Brasileira de Comunicação Empresarial” e visava mudar os aspectos negativos da administração científica ou taylorismo existente nas empresas, pois esta deixava funcionários e trabalhadores apenas a obedecer às informações e orientações, sem possibilidade de questionar ou participar de decisões.

slide_23Com o surgimento da internet na década de 80, as transformações na comunicação de gestão empresarial tomaram maior impulso, devido à possibilidade de combinação com as redes de telecomunicação, transportando dados em alta velocidade e distâncias diversas. As inovações tecnológicas permitiram maior acesso às informações e uso de seus benefícios.

Com esses recursos audiovisuais o instrutor presencial pôde ser substituído gerando economia das visitas aos locais, treinamentos e materiais e também maior padronização das informações prestadas, podendo assim estruturar a corporação e qualificar trabalhadores. Geraram também na década de 80 discussões sobre cultura e clima organizacional em meio a cenário de mudanças de padrões na administração das empresas, por exigência do mundo globalizado e consciência coletiva mais acentuada, tendo a cultura como discussão no ambiente organizacional.

Entrava nesse cenário o sistema toyotista, onde a relação chefe – funcionário é modificada, tendo como idealização preparar o trabalhador para uma autonomia maior e tomada de decisões, sendo também qualificado para diversas funções tendo economia de tempo e pessoas.

Mas foi nos anos 90 que a comunicação audiovisual tomou novos rumos nas corporações brasileiras, tendo espaço no campo da comunicação dirigida. Ela tornou-se meio de interação entre trabalhadores próprios e terceirizados, empreendedores e seus funcionários e também, utilizada na comunicação externa para divulgar produtos a clientes e como complemento de ações de marketing.

 A experiência do Banco Bamerindus com
a TV Corporativa

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O Banco Bamerindus do Brasil S.A. surgiu na primeira metade do século XX, em meados de 1970 no Norte Paranaense. Avelino Antônio Vieira fundou a Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada Banco Popular e Agrícola do Norte do Paraná (BPA) e com sua expansão assumiu o controle do Banco Meridional de Produção e do Banco Comercial do Paraná.

Essa corporação financeira se expandiu por todo o país, com mais de mil agências. Foi comprada pelo HSBC em 1997 e tinha aproximadamente 50 mil funcionários. Já nessa época utilizava sistema computacional avançado importado da Índia em 1986 e foi a primeira corporação do Brasil a implantar treinamentos desenvolvidos para funcionários do banco. Criou-se então a Universidade no Trabalho, sendo patrocinado pela Fundação Bamerindus.

Diante de todo esse sucesso em treinamentos de equipe, o Bamerindus inovou também na comunicação com o público. Ficou conhecido em todo o Brasil pelas propagandas televisivas e com marketing social e cultural, como slogans (“o tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa…”) e apresentações musicais com coral infantil natalino em sua Sede localizada em Curitiba.

Nessa gestão de comunicação surgiu a TV Bamerindus, que se tornou uma produtora. Com um conjunto de duas câmeras no formato betacam e três ilhas de edição próprias na cidade de Curitiba. A cultura organizacional desta empresa constatava a preferência por funcionários e equipe própria, treinados para conhecer melhor o produto e filosofia da empresa, traduzindo precisamente o que desejavam passar ao público, sem a contratação de agências de publicidade terceirizadas que segundo os organizadores, não tinham noção profunda do produto oferecido.

Jornalistas como Ney Hamilton Michaud e profissionais como Lenise Rosseto e Carmen Sunye faziam parte do quadro de funcionários convidados por Kiko Gemael em 1994. Todos com experiência em televisão comercial aberta. A TV Bamerindus era atuante em treinamentos, tv cliente e telejornais.

Seus treinamentos eram simples, didáticos e com grande número de participantes. Instrutores foram enviados para o Canadá afim de se especializar em ensino à distância para a implantação da Universidade Bamerindus. Os treinamentos tinham como tema entre outros, a qualidade de atendimento.

Já na Tv Cliente, a Tv Bamerindus atuou na produção de um telejornal empresarial veiculado por fitas de VHS distribuídas por malote a todas as unidades do Brasil. Com duração média de 15 minutos as agências dos bancos eram equipadas com televisores e videocassetes com função de entreter e amenizar a espera dos clientes nas filas dos caixas e atendimento do banco, mas sempre realizando pesquisas para saber os motivos de formação de filas e demora nas agências bancárias. Não podendo eliminar a demora, forneciam informações úteis e entretenimento. Os vídeos eram gravações em looping e atualizados a cada duas semanas.

Os telejornais corporativos tinham como principal objetivo fazer o funcionário “vestir a camisa da empresa”, identificar sua missão e valores, fazer respeitar e mostrar respeito ao funcionário como cidadão, sem formalismos ou imposições. Foi assim que o endomarketing se consolidou, aliando técnicas de marketing a conceitos de recursos humanos, tratando seus funcionários como clientes internos, aliando-os aos negócios, convencendo o funcionário da eficácia do seu produto, porém, respeitando a pessoa como ser humano. Os telejornais também cobriam notícias de áreas da economia, política e tecnologia, com transparência na posição da empresa, dando personalidade à qualquer medida adotada. O telejornalismo da Tv Bamerindus estava no mesmo patamar de emissoras abertas comerciais.

O Banco Bamerindus acreditava que a comunicação era para os dois lados: clientes internos e externos. O grande desafio era manter interessante um áudio em sistema de repetição sem que desagradasse os funcionários. Foi trabalhado lettering, computação e abordados conteúdos orientando atendimento automático, informações sobre direito do consumidor e peças de curta duração de caráter humorístico, sendo necessária a contratação de atores e roteiristas. Diante de todo esse processo, entende-se a relação afetiva dos profissionais com o projeto Tv Bamerindus, buscando respeito e melhorias no processo.

A cultura organizacional do Banco Bamerindus

Uma organização é composta por pessoas, portanto a interrelação é de suma importância no processo, tendo caráter social. A cultura de uma corporação deve ser transmitida aos novos membros com seus significados bem definidos, como seus sistemas, valores, crenças e missão, integrando-os na rotina empresarial.

Essa transmissão de repertório cultural a novos membros pode ocorrer por rede formal e informal de comunicação, de forma honesta, horizontal e transparente. E é aí onde se encaixa a Tv Corporativa, pois ela afeta os funcionários de forma que eles se identificam com a Cultura da Empresa e sentem-se saudosos mesmo depois de não trabalharem mais no local ou após 15 anos da venda do Banco.

Através da Tv Corporativa, o Banco Bamerindus conseguia acompanhar o dia a dia da empresa, dirigia seu foco no público interno ou externo dependendo da necessidade do momento vivido na empresa, sempre realizando mudanças em seus conteúdos e isso foi uma decisão assertiva pois o brasileiro sempre viu mais televisão do que leu jornal, e isso facilitava assim a aproximação com seu público alvo, sendo atraídos pela emoção da comunicação audiovisual.

Pode-se considerar o Banco Bamerindus como pioneiro no setor de Tv Corporativa, pois utilizou comunicação audiovisual dirigida, periodicidade na produção e conteúdo determinado pela organização da emissora. Utilizando treinamentos, jornalismo empresarial e comunicação institucional com o público externo, preconizava as práticas que hoje se vê em ambientes de transmissão via satélite, intranet e web.

A Tv Corporativa nos dias atuais

Pode-se entender que a Tv Corporativa é uma poderosa ferramenta de comunicação dentro de corporações brasileiras, e vêm mudando a forma de fazer comunicação de um jeito inovador e tecnológico.

A Tv Bamerindus foi pioneira no setor, fazendo comunicação audiovisual dirigida, com periodicidade na produção e conteúdo determinado pela organização emissora. Porém hoje, com esta referência, as redes de Tv Corporativas no Brasil contam com interligação por satélite e fibra ótica, internet e web, atendendo a demanda cada vez maior da comunicação nacional dentro e fora das empresas. Permite comunicação ágil, simultânea, precisa, com menor custo e favorecendo interatividade.

Uma Tv Corporativa hoje não serve somente para qualificar funcionários e sim para integrá-los à missão e valores da empresa, interá-los sobre os produtos e envolvê-los emocionalmente com a cultura da corporação.

São inúmeras as vantagens e benefícios de se implantar a Tv Corporativa em uma empresa. Entre eles a preservação da marca, campanhas de lançamentos de novos produtos e serviços, incentivo de vendas, treinamentos, reuniões, teleconferências, além de aproximar pessoas abordando temas como cidadania, sustentabilidade, educação e responsabilidade social.

Além disso, assim como assume o papel da televisão nos expectadores nacionais, a tv corporativa pode promover uma unidade nacional, patriotismo, reforça aspectos culturais, dita moral e costumes, influencia otimismo e motivação em relação ao futuro entre outras coisas, ou seja, exerce influência no comportamento das pessoas se seu conteúdo for minuciosamente bem selecionado.

Um grande exemplo de Tv Corporativa além da referência Bamerindus, é a Tv Ambev que foi criada há 10 anos. Conta com 9.760 vendedores em 377 salas de vendas distribuídas nacionalmente. O principal objetivo era agilizar o processo de conhecimento, otimizar tempo de funcionários e unificar processos de trabalho em toda a corporação. Atualmente, incluindo funcionários e parceiros, ela atinge todo o território brasileiro, repassa com precisão e agilidade todas as informações da empresa e suas marcas e reforça continuamente os valores e missão da companhia. Investidores da Tv Corporativa da Ambev afirmam que é necessário enxergar a realidade da empresa, avaliar sua estrutura e a forma como funcionam antes de investir, para que possa ter sucesso e para fazer parte integrante da cultura e do modo de ser da empresa.

O investimento de uma Tv Corporativa é caro, porém o empresário deve saber que o retorno vale e é visível em diversas formas como economia com transporte, alimentação, estadia no caso de recursos para treinamentos. E também o conteúdo poderá ser veiculado em comerciais, notícias e outras informações, podendo aproximar-se ainda mais do cliente final.

No que se refere a marketing externo, atualmente o ritmo de vida das pessoas é diferente de outras épocas, passam a maior parte do tempo na rua, no trabalho e em atividades e é extremamente produtivo e necessário utilizar o Mooh (Mídia out of home) para alcançar o maior público possível em todos os lugares movimentados como Shoppings, Supermercados, Bares, Cinemas e Restaurantes, conseguindo atingir sua atenção e decisão de compra. O mais importante é definir o que deseja vender ou transmitir e qual público alvo atrair. Em seguida, organizar questões relevantes ao conteúdo, periodicidade de programação. Na sequência, selecionar equipe e recursos de transmissão, captação de imagens, edições, produção de grafismos e instalação de equipamentos e antenas.

Além disso, a medida vai render maior faturamento, maior crescimento orgânico, criando mais departamentos de pré e pós atendimentos.

Pesquisas realizadas na Europa, pela instituição POPAI (Point of Purchase Advertising International) confirmam o alcance dos Mooh’s com aproximadamente 90% de varejistas que já utilizam marketing digital para anúncios de seus produtos e que 75% das decisões de compra são tomadas nos pontos de venda onde possui Mídia Digital.

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Foram realizadas pesquisas também no Brasil, na rede Wal-Mart e os resultados são animadores: 90% dos clientes afirmam que o ambiente ficou mais agradável com a instalação dos monitores de LCD. 85% afirmam que ficou mais ameno o tempo de espera nas filas de check out e 41% admitiram que foram influenciados nas compras pelas mensagens anunciadas nas mídias e viram utilidade em seu cotidiano.

As mídias digitais estão avançando em suas tecnologias, como por exemplo com mesas inteligentes para restaurantes, que captam a chegada do cliente e tem superfícies touch screen mostrando cardápio interativo. Esses exemplos só demonstram o avanço das mídias seguindo o consumidor, oferecendo cada vez mais interação com produtos, conteúdos e serviços.

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